Como mestranda em Inteligência Artificial e engajada nas pautas raciais dentro desse tema, essa notícia me chamou muito a atenção e sempre costumo levá-la como exemplo nas minhas palestras sobre Inteligência Artificial e como ela propaga vieses discriminatórios, de vigilância e encarceramento. Podemos ver a tecnologia como uma nova ferramenta para o sistema racista em que o Brasil vive e precisamos entender como isso realmente acontece.
2. Qual aspecto da ciberdemocracia é abordado na notícia?
Sistemas de Informação de Governo Abertos e Colaborativos
3. Qual a questão, situação, problema é apresentado?
A Rede de Observatórios da Segurança realizou um levantamento que sobre os casos de prisões com o uso de reconhecimento facial e descobriu que, dos casos em que havia informações, 90,5% das pessoas presas eram negras.
4. Qual a solução discutida ou desenvolvida?
Uma das principais preocupações do texto é que essas tecnologias ainda apresentam diversos erros e vieses devido às bases de dados utilizadas para treinamento desses algoritmos.
O problema pior é que os erros dessa tecnologia podem representar constrangimentos e violações dos direitos das pessoas.
Diversos países e estados proíbem o uso dessa tecnologia já que não existe protocolo ou legislação a serem aplicados ao uso da tecnologia de reconhecimento facial.
5. Há resultados (positivos ou negativos)?
Não, até o momento não existem projetos no Brasil para regulamentação dessa tecnologia. Pelo contrário, o que existe em relação isso que o autor nos apresenta é: a criação do Banco Nacional Multi biométrico e de impressões Digitais, proposto pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Moro que, na verdade representa um retrocesso em relação à transparência, accountability e proteção de dados pessoais da população brasileira.
6. Qual a sua crítica em relação ao contexto problema, solução e resultados?
Esse dado demonstra um problema muito conhecido nos Estados Unidos: automatização do encarceramento da população negra.